O que significa SUEZ

É um canal inaugurado em 1869 que liga Porto Said, porto egípcio no Mar Mediterrâneo, a Suez, no Mar Vermelho.

Com a extensão de 195 quilômetros, permite que embarcações naveguem da Europa à Ásia sem terem que contornar a África pelo cabo da Boa Esperança.  Antes da sua construção, as mercadorias tinham que ser transportadas por terra entre o Mar Mediterrâneo e o Mar Vermelho.

Aproximadamente 15 000 navios por ano atravessam o canal, representando 14% do transporte mundial de mercadorias. Uma travessia demora de 11 a 16 horas.

Porque SUEZ

Suez Paintball é uma forma de homenagear meu pai (foto ao lado) que faleceu em 2011, ele esteve no Conflito do Canal de Suez pela Força de Paz das Nações Unidas em 1957.  Cresci ouvindo as histórias que ele contava e vendo as fotos daquela época.

História sobre o Conflito de Suez

Pela primeira vez na história da humanidade, soldados que sempre foram treinados para a guerra e para defender o seu país, iriam defender a paz em outras terras.  Essa força de emergência era formada por contingentes dos exércitos de dez países, a saber: Brasil, Canadá, Colômbia, Dinamarca, Finlândia, Índia, Indonésia, Iugoslávia, Noruega e Suécia.  Cada um destes agrupamentos tinha em média 600 homens, entre praças e oficiais, num total de 6.000, representando as dez nações durante um ano, renovando seus efetivos a cada ano. 

Então os “boinas azuis” entram em cena estabelecendo-se na Faixa de Gaza, numa área de 100 Km de extensão por 10 Km de largura, criando uma zona neutra ao longo da A.D.L. – “Armistice Demarcation Line” (linha de demarcação de armistício),  nada mais do que a fronteira física e política entre Israel e Egito, arbitrada pelo Conselho de Segurança da ONU, após acordo. 

A  missão precípua da UNEF era observar e patrulhar a área, evitando que elementos árabes ou judeus cruzassem a linha de demarcação e, caso houvesse uma agressão,  tentar interpor-se, e apontar o agressor e todo o efetivo da Força de Paz ficaria hospedada no lado egípcio e seus elementos não poderiam pisar em solo israelita sob pena de punição e repatriamento. 

As forças de Colômbia, Finlândia e Indonésia se retiraram logo depois do início da missão.  Para isso o comando geral da força, dividiu a Faixa de Gaza em seções, atribuídas, uma área delimitada aos diferentes batalhões que compunham a Força.  Havia ainda os serviços de guarda nas áreas de Logística e Manutenção da Força, no seu pequeno aeroporto na cidade Khan Yunes, e no Q.G. da UNEF na cidade de Gaza.

A participação do Brasil na 2ª Guerra Mundial e a brilhante atuação da FEB – Força Expedicionária Brasileira no Teatro de Operações da Itália granjeou, para o nosso país, extraordinário prestígio internacional.  Como demonstração dessa realidade, o Brasil teve, em várias oportunidades de crise mundial, convocado sua colaboração por organismos internacionais, a emprestar participação de efetivo militar armado, visando à manutenção da paz em várias regiões conflagradas do globo terrestre. 

A primeira delas foi no Oriente Médio, mais propriamente na Faixa de Gaza -  fronteira física entre Israel e Egito, por solicitação da Organização das Nações Unidas, onde o Brasil participou com um efetivo militar de um Batalhão, por dez anos consecutivos, cujos membros se revezavam, ao todo, em vinte Contingentes, renovados duas vezes por ano.  Em seguida vieram outras missões em diferentes regiões e em períodos diversos.

O Brilhante desempenho dessas honrosas missões está registrado na história do Exército Brasileiro.  O relato dos tópicos seguintes tem por objetivo proporcionar a leitura do que foi o Batalhão Suez (III / 2ºRI) e a participação brasileira no Oriente Médio, na linha de armistício estabelecida entre Egito e Israel, como integrante da Força de Emergência das Nações Unidas.

O batalhão foi formado pelo Exército Brasileiro como III/2ºRI (3º Batalhão do 2º RI), no Rio de Janeiro, tomou a denominação de BATALHÃO SUEZ, devido à área de atuação estar próximo ao Canal de Suez e que viria a integrar a recém força internacio­nal de paz, com a responsabilidade de representar o Exército Nacional, e o povo brasileiro, perante outros Exércitos, na Palestina, região do Oriente Médio, mais precisamente na Faixa de Gaza e o Deserto de Sinai, na composição da primeira Força de Paz que o mundo iria conhecer até então. 

A inclusão do III/2ºRI (Batalhão Suez) como unidade do Exército, foi ratificada por decreto legislativo federal, em 22 de novembro de 1956, ocasião em que se deu a criação do 1º Contingente militar integrante da UNEF, e que teria período de adestramento no campo de instruções do então 2º Regi­mento de Infantaria, subordinado 1º Auditoria de Guerra do Exército. 

O efetivo do Batalhão Brasileiro compunha-se de oficiais e praças do Exército Brasileiro, que para incorporar-se à nova Unidade do Exército, eram rigorosamente selecionados, ter boa qualificação e conduta moral, com especial atenção ao estado físico de cada elemento, como altura e peso compatível e submetido a vários exames médicos e aplicação de várias vacinas para imunizações etc.

O primei­ro contingente brasileiro, chegou em terras egípcias em Port Said, a 4 de fevereiro de 1957, sob comando do coronel Iracïlio Ivo De Figueiredo Pessoa, hoje general da reserva, o seu sub-comandante foi o major Afonso Celso Boldstain, a tropa viajou a bordo do navio TrT Custódio de Melo da Marinha de Guerra do Brasil, tendo o capitão de mar e guerra Arnoldo Toscano, comandante do navio.

A partir então teve inicio a histórica participação de soldados brasileiros, na 1º missão no exterior, após a 2º Guerra Mundial, que no Oriente Médio cumpririam missão especial, integrando-se a UNEF - Força de Emergência das Nações Unidas e seguiu-se, então os demais contingentes brasileiros, através de revezamento a cada seis ou sete meses, após cada um para cumprir cerca de um ano de mis­são num total de 20 Contingente até o ano de 1967, quando eclodiu a Guerra dos 6 Dias, e decretado o final da UNEF.

 

http://www.batalhaosuez.com.br/batsuez1.htm